terça-feira, 27 de agosto de 2013

DOR DE GARGANTA CONSTANTE

Tenho dor de Garganta Constante
Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel
                        



A dor de garganta, que é bastante comum para algumas pessoas, principalmente no frio, não é uma doença em si. Ela é apenas o sintoma de uma doença, que pode ser uma amigdalite, uma faringite ou até algo mais grave.
A amigdalite é a causa mais comum da dor de garganta. As amígdalas são órgãos que servem para defender o organismo. Elas são cheias de pequenos buracos, chamados criptas, que servem para reter bactérias, vírus e fungos.

Quando a pessoa fica com a imunidade baixa, os vírus e bactérias podem causar inflamações da própria amígdala. A doença causada pela bactéria é um pouco mais pesada que a que o vírus provoca. Como a doença é causada por um agente externo, o beijo na boca pode sim transmiti-la, saliva, falar perto de outra pessoa também são meios e transmissão. Algumas pessoas são mais propensas à amigdalite. Quando a doença é recorrente, as amígdalas sofrem uma alteração no formato, de tanto inchar e desinchar. Além dos poros, elas ficam com mais relevo, umas dobrinhas que facilitam o acúmulo de vírus e bactérias.

No passado, a retirada das amígdalas ( amigdalectomia ) era bastante comum. Hoje em dia, a operação ainda é feita, mas só quando a inflamação é muito recorrente – cinco vezes ao ano ou mais – e quando o inchaço é tão grande que dificulta a respiração.
O frio favorece o surgimento da inflamação porque diminui a imunidade do organismo. Por isso, quem já tem propensão deve evitar hábitos como ficar com o cabelo molhado e consumir bebidas muito geladas. Durante a crise, não se deve tomar nada nem muito quente, nem muito frio.
O problema é mais recorrente nas crianças, o que pode ser explicado por quatro fatores. A amígdala em crescimento é naturalmente mais exposta ao risco de inflamação. O sistema de defesa delas ainda não está completamente desenvolvido e não é tão forte quanto o dos adultos. Além disso, ambientes como berçários e festas infantis facilitam a transmissão de vírus e bactérias. Por fim, elas também correm maior risco de ter refluxo, que é um agravante.
Um gargarejo de água morna e sal costuma aliviar a amigdalite. O processo tira secreção acumulada e o excesso de água que fica nas amígdalas durante a inflamação. Pastilhas normalmente servem apenas como analgésico e não atacam a doença em si.

Outra inflamação comum na garganta, que pode ser confundida com a amigdalite, é a faringite. A faringe fica atrás do nariz e desce por trás da boca até o esôfago, que é por onde os alimentos passam. A faringite é a inflamação da faringe, e também pode ser causada por vírus e bactérias.

Mas a grande preocupação é em relação à dor de garganta é o câncer de laringe. Esse câncer é mais comum entre os homens e mata 90 mil pessoas por ano em todo o mundo.
O principal fator de risco para o surgimento desse câncer é o cigarro – ele é 14,3 vezes mais comum entre os fumantes. Outros fatores de risco são a bebida alcoólica, o refluxo e o HPV, um vírus sexualmente transmissível.
A possibilidade de cura fica acima de 90% quando o diagnóstico é feito precocemente. Por isso, é recomendado procurar um médico se uma rouquidão durar mais de uma semana e for seguida de dor de garganta, ardência, pigarros frequentes, dificuldade para respirar e para engolir.


DORES NAS PERNAS

DORES NAS PERNAS
Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel – Alergista e Imunologista – CRM: 98674
Comum em qualquer faixa etária, esse incômodo ocorre por excesso de esforço, problemas locais ou pode estar associado a vários tipos de doenças sistêmicas. Conheça alguns dos motivos de termos dores nas pernas

As dores nas pernas são comuns em todas as faixas etárias. Elas podem ocorrer por excesso de esforço, problemas locais ou doenças sistêmicas.
Neuropatia periférica
Um amplo grupo de doenças, como o diabetes e aids, e o tratamento de algumas delas podem provocar alterações funcionais e estruturais do sistema nervoso periférico, que é constituído por nervos e gânglios cuja função é conectar diversas partes do corpo ao sistema nervoso central (também afetado por essas patologias). Quando essas vias são afetadas, o paciente sente dor intensa e contínua nas pernas, geralmente associada à sensação de formigamento e cansaço. A dor neuropática também ocorre por disfunções hereditárias, exposição a substâncias tóxicas, abuso no consumo de bebidas alcoólicas edeficiências nutricionais. É controlada por medicamentos e pelo tratamento da patologia.

Cãibra

A dor é resultado de uma fadiga muscular causada por uma forte e longa exigência física. É comum em pessoas que praticam algum esporte, que iniciam a atividade sem alongamento ou que têm a musculatura pouco preparada para um exercício mais intenso. As cãibras também podem ser provocadas pela desidratação, fator que diminui a taxa de alguns minerais importantes, como potássio, cálcio, sódio e magnésio. O mesmo processo ocorre com pessoas que utilizam medicamentos diuréticos. O desconforto deve ser tratado com repouso e adaptação dos medicamentos em uso. Pessoas que fazem atividades físicas devem manter-se hidratadas e priorizar uma dieta que reponha os minerais perdidos.



Inflamação nas articulações

Um indivíduo que tem as articulações inflamadas pode sofrer de dores nas pernas em decorrência do esforço intenso que ele realiza para poupar suas juntas acometidas durante a execução de alguns movimentos. Tal conduta provoca fadiga muscular e a perda da força. O tratamento é realizado por medicamentos anti-inflamatórios. A terapia consiste também no trabalho associado para o fortalecimento muscular e de recuperação dos movimentos por meio da fisioterapia. As dores nas articulações são provocadas por lesões e doenças autoimunes (como a artrite reumatoide) e infecciosas. Podem ocorrer em qualquer idade, porém são mais comuns entre adultos e idosos.

Mialgia ou dor muscular

Esse problema é causado por algum tipo de esforço físico acima da capacidade do indivíduo — de qualquer faixa etária. Também ocorre pela repetição de exercícios intensos, como em séries de musculação da perna executadas sem o intervalo mínimo de recuperação e descanso. Pessoas sedentárias podem ter episódios de mialgia. Como esses indivíduos têm a capacidade física limitada, qualquer esforço acima do normal desencadearia o desconforto. Quadros persistentes e sem cuidado especializado podem provocar processos inflamatórios, como tendinites e bursites. Inicialmente, o tratamento consiste em repouso da musculatura. A fisioterapia é indicada para mialgias persistentes com o objetivo de atenuar as dores e reabilitar os movimentos normais das pernas. A recuperação total consiste na ausência do sintoma em repouso e durante o movimento.

Problemas circulatórios

Ocorrem principalmente entre adultos, com prevalência em mulheres a partir dos 40 anos. Surgem associados às varizes nas pernas — veias que se tornam mais aparentes na parte posterior da perna e do joelho. Esses vasos sanguíneos podem apresentar inflamação, quadro denominado como flebite. Pele avermelhada (eritema), aquecimento da perna, inchaço, endurecimento e sensação de queimação ao longo das veias são outros sintomas associados. O tratamento medicamentoso é feito apenas com orientação médica. Pessoas com histórico familiar devem evitar ficar em pé ou sentadas por muito tempo e fazer exercícios pesados. Atividades físicas beneficiam a circulação sanguínea.

Relacionada à coluna

A compressão de nervos localizados na coluna lombar por uma hérnia de disco causa uma dor na região que se irradia para os membros inferiores. Pode ser limitante conforme o grau de compressão.Cansaço da perna, sensação de formigamento e perda de sensibilidade são sintomas associados. Ocorre principalmente na idade adulta e se relaciona com postura inadequada, obesidade e sedentarismo. O tratamento é feito com repouso e por terapias físicas e reeducação postural.Analgésicos e relaxantes musculares são prescritos para cessar ou atenuar casos de dores intensas.




SANGRAMENTO NASAL

SANGRAMENTO NASAL
Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel – Alergista e Imunologista – CRM 98674



Sinônimos: Sangramento do nariz; Epistaxe
O sangramento nasal é a perda de sangue dos tecidos que revestem o nariz. O sangramento geralmente ocorre mais em apenas uma narina.
Os sangramentos nasais são muito comuns. A maioria dos sangramentos nasais ocorre por causa de irritações ou resfriados simples. Para alguns pacientes podem ser assustador, mas raramente têm potencial fatal.
O nariz contém muitos vasos sanguíneos pequenos que sangram com facilidade. O ar que se movimenta pelo nariz pode secar e irritar as membranas que revestem o interior do nariz, formando crostas. Essas crostas sangram quando irritadas por fricção, retirada ou ao assoar o nariz.
O revestimento do nariz tem mais probabilidade de se tornar seco e irritado por causa da baixa umidade, alergias , resfriados ou sinusites. Por isso, os sangramentos nasais ocorrem mais frequentemente no inverno, quando os vírus são comuns e o ar interno aquecido seca as narinas. Um septo com desvio, um corpo estranho no nariz ou qualquer outro bloqueio nasal também podem causar sangramento.

A maioria dos sangramentos ocorre na parte frontal do septo nasal, no tecido que separa os dois lados do nariz. O septo contém muitos vasos sanguíneos frágeis e que são danificados facilmente. Esse tipo de sangramento nasal pode ser facilmente contido por um profissional treinado. Menos frequentemente, os sangramentos nasais ocorrem na porção mais alta do septo ou mais profundamente no nariz. Esse tipo de sangramento nasal pode ser mais difícil de controlar.
Às vezes, os sangramentos nasais podem indicar outros distúrbios como transtornos hemorrágicos ou pressão arterial elevada ( hipertensão).
Sangramentos nasais frequentes também podem ser sinal de telangiectasia hemorrágica hereditária (também conhecida como HHT ou Síndrome de Osler-Weber-Rendu).
Os anticoagulantes como Coumadin, Plavix ou aspirina podem causar ou piorar sangramentos nasais.




Sangramentos nasais repetidos podem ser sintoma de outra doença como: pressão arterial alta, alergias, distúrbio hemorrágico ou tumor no nariz ou seios nasais.
ALERGIAS ALIMENTARES





A alergia ou intolerância alimentar se caracteriza pelo aparecimento de sintomas físicos ou psíquicos decorrentes da ingestão de alguns alimentos. 

Os sintomas são enxaqueca, colite, cansaço, fadiga, depressão, pânico, irritabilidade e alucinações. Casos de urticária, asma e diarreia são sintomas também relacionados às alergias alimentares. 

O que ocorre em um quadro de alergia alimentar são reações de hipersensibilidade, ou seja, uma forma do organismo se defender contra alimentos que ele interpreta como perigosos. Os “anticorpos”, moléculas produzidas pelo sistema imunológico para se proteger desses alimentos, provocam os mastócitos, que por sua vez libertam a histamina, ocasionando os sintomas alérgicos. Herança genética, idade e hábitos alimentares são fatores predisponentes de alergia alimentar 

Alimentos como camarão, leite, amendoim, chocolate, batata e café, segundo exames, são incompatíveis com o sistema imunológico, o que propicia o aparecimento de alergias.

São vários os alimentos antialérgicos. Eles podem atenuar as manifestações e evitar eventuais crises, porém são onerosos e causam efeitos colaterais. Sendo assim, quando identificado como causador da alergia, o alimento deve ser eliminado da dieta. 

O diagnóstico de alergia consiste em um levantamento do histórico familiar, da descrição dos sintomas, do tempo decorrido a partir da ingestão do alimento, da lista dos alimentos suspeitos e da quantificação do alimento para o aparecimento dos sintomas; exame físico; diário alimentar e de sintomas; além de testes bioquímicos e imunológicos.


DR. ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA BIEL
CRM 98674

terça-feira, 9 de abril de 2013

SEMANA MUNDIAL DE ALERGIA - 08 A 14 DE ABRIL


ASBAI alerta sobre a alergia alimentar na Semana Mundial da Alergia












  • Campanha irá destacar, no Brasil, os problemas com o leite e seus derivados
  • Evento também abordará a rotulagem de alimentos, inovações no diagnóstico da doença e novos tratamentos


São Paulo, 01 de abril de 2013 - A ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) apoia a Semana Mundial da Alergia, idealizada pela Organização Mundial de Alergia (World Allergy Organization - WAO), entre os dias 8 e 14 de abril, com o tema "Alergia alimentar - um problema de saúde global crescente", e desenvolverá ações de conscientização à população no Brasil. A iniciativa da associação em comemorar o evento no País é uma forma de corroborar a importância do movimento internacional e de dar enfoque aos reais problemas de alergias alimentares brasileiras.
A ASBAI irá alertar sobre o principal vilão da alergia alimentar no Brasil: o leite de vaca e seus derivados, além de destacar as alergias provindas da clara de ovo, dos frutos do mar e das sementes. A campanha também apresentará casos globais de alergia alimentar. "O apoio à Semana Mundial é decorrente do fato de a ASBAI fazer parte da WAO, uma aliança internacional de 89 sociedades regionais e nacionais de alergia, asma e imunologia, que promove atividades educacionais e programas de extensão a alergistas e imunologistas em todo o mundo", explica o alergista Dr. Fabio Morato Castro, presidente da ASBAI.
Rotulagem de alimentos
Presente nos principais países desenvolvidos, a rotulagem de alimentos, que discrimina informações sobre os constituintes complementares de um produto industrializado, é uma das importantes pautas do evento. A ASBAI dá os seus primeiros passos para mobilizar o tema junto às agências regulatórias, para que a indústria passe a informar claramente todos os componentes em suas embalagens. O assunto será tema de discussão na campanha.
DiagnósticoA Semana Mundial da Alergia, no Brasil, também trará novidades sobre o diagnóstico de alergia em sua avaliação molecular. Ainda em fase experimental, alguns laboratórios já realizam testes com componentes de proteínas alergênicas para identificar se uma pessoa tem alergia ou intolerância, se é altamente alérgico ou não apresenta indícios de sensibilização.
TratamentosDuas inovações para tratar a doença estarão, ainda, na agenda do encontro: os autoinjetores de adrenalina e a imunoterapia oral, nova técnica alternativa de tratamento, que utiliza pequenas doses do alimento para o paciente, com aumento gradativo até que se torne tolerante. "Queremos fazer uma campanha para facilitar a importação de adrenalina autoinjetável para tratar adultos e crianças em situação de risco", afirma o alergista Dr. Nelson Augusto Rosário Filho, Diretor de Assuntos Internacionais da ASBAI.
MobilizaçãoDesde o início de 2013, a diretoria da ASBAI incentiva as regionais de todo o país a desenvolverem diversas ações locais a fim de conscientizar a sociedade sobre os problemas das alergias alimentares, com destaque para o leite de vaca. Durante a semana do evento, cada presidente junto a sua equipe levará a informação para a população local. Ao todo, são 21 regionais participantes. "O objetivo da ASBAI é inserir a Campanha de Prevenção das Doenças Alérgicas, promovida, todos os anos, no dia 7 de maio, pelos especialistas da ASBAI, na Semana Mundial da Alergiarealizada entre os dias 8 e 14 de abril", explica Dr. Fabio Morato Castro.
Índices alérgicos 
Dados da ASBAI apontam que cerca de 30% da população, em geral, sofrem algum tipo de alergia, sendo que 20% são crianças.

As alergias alimentares acometem 5%, afetando as crianças em sua maioria. "Vamos destacar nesta campanha a alta prevalência de alergia alimentar infantil e o seu crescimento alarmante. Vemos, no Brasil, crianças acima de cinco anos, idade limite em que o organismo geralmente pode reagir contra a alergia alimentar, continuarem com quadros alérgicos e reações graves", informa Dr. Nelson Augusto Rosário Filho da ASBAI.
Agenda
Semana Mundial da Alergia
Data: de 8 a 14 de abril
Local: nos 21 estados em que a ASBAI está presente
Informações: www.asbai.org.br
Sobre a ASBAI        
A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia existe desde 1946. É uma entidade sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.
Site: www.asbai.org.br
twitter: @asbai_alergia
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