quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PRURIDO ( COÇEIRA ) 

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A palavra prurido, do latim pruritu, pode ser definida com uma percepção incômoda na pele que desencadeia a necessidade de se arranhar. Popularmente conhecido como coçeira ou comichão, o prurido pode ter diversas causas, como pele ressecada, picada de insetos, dermatoses, ou até mesmo ser o sintoma de doenças como cirrose, alguns tipos de câncer, doença renal crônica etc.
Os especialistas classificam o prurido em:
- Prurido dermatológico:provocado por eczemas, psoríase etc.;
- Prurido sistêmico:causado por neoplasias e doenças metabólicas;
- Prurido neurogênico: originado no sistema nervoso central e/ou periférico;
- Prurido neuropático: surgem em doenças das fibras nervosas como catapora, esclerose múltipla, herpes-zoster etc.;
 - Prurido psicogênico ou somatoforme: tipo de prurido que não tem causa física.
As causas do prurido são descobertas pelo médico alergista a partir do histórico do paciente e exames físicos e alergologicos detalhados.
Em algumas pessoas, o consumo de medicamentos, alimentos, frio, calor, suor etc., ou até mesmo algumas doenças como diabetes, intoxicações, doenças da tireoide, entre outros, podem causar prurido. Já outras pessoas podem apresentar coceira apenas em uma região específica do corpo, como na região anal, na vulva etc. Nesses casos, o prurido pode ser causado por vários fatores como alergia ao papel higiênico, má higiene, parasitas intestinais, roupa muito apertada etc.
tratamento para qualquer tipo de prurido deve ser feito após uma investigação criteriosa do médico para tentar descobrir o que está levando a pessoa a sentir prurido naquela região do corpo.




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

VASCULITES

VASCULITE LIVEDÓIDE

Vasculite cutânea de pequenos vasos comporta um grupo heterogêneo de afecções, que pode ser primariamente cutâneo ou fazer parte de um distúrbio sistêmico, compreendendo três entidades principais, a saber: vasculite leucocitoclástica, vasculite séptica e vasculite livedóide, sendo esta última a forma menos comum e a menos compreendida. Esse grupo de vasculite acomete principalmente as vênulas pós-capilares e tem em comum um quadro de vasculite cutânea que, de modo característico, se manifesta por púrpura palpável.


A vasculite livedóide, afecção descrita primeiramente por Milian em 1929 como atrofia branca em placas e segmentar, é doença de caráter crônico que pode resolver-se em alguns anos ou se perpetuar por toda a vida com remissões e agravos. É afecção incomum que afeta predominantemente o sexo feminino.

O diagnóstico é clínico. O quadro inicia-se com máculas e pápulas purpúricas de aspecto contusiforme que evoluem para úlceras extremamente dolorosas. Bolhas hemorrágicas podem acompanhar a transição das máculas para as úlceras. Posteriormente, surgem placas cicatriciais estelares, atróficas e de coloração branco-marfim. As lesões predominam nos membros inferiores, particularmente no terço inferior de pernas e tornozelos, com tendência a agravamento no verão, sendo por isso também chamada de vasculite com ulceração no verão. Salienta-se que essa afecção não apresenta nenhuma relação com o livedo reticular.

Na descrição histopatológica clássica da vasculite livedóide é observado deposição fibrinóide na parede vascular associada com trombo intraluminal e infiltrado inflamatório misto. O infiltrado inflamatório inicial é predominantemente neutrofílico, enquanto os linfócitos são marcantes na fase tardia.

A vasculite difere da vasculopatia obstrutiva por determinar alterações isquêmico-trombóticas decorrentes de um processo imunológico-inflamatório primário. Na vasculopatia obstrutiva, as alterações imunológicas e/ou inflamatórias são secundárias.
O conceito, estabelecido há muitos anos, de que a vasculite livedóide é uma vasculite verdadeira não é mais aceito por muitos autores. Acredita-se ser um distúrbio primário na fibrinólise, no endotélio dos vasos afetados, que determina um estado de hipercoagulabilidade local. A primeira alteração histopatológica observada na vasculite livedóide é o depósito de material fibrinoso no lúmen e parede do vaso. A ausência às vezes total ou de significante infiltrado inflamatório ou leucocitoclasia contraria a idéia de vasculite. O complexo imunológico, encontrado basicamente nas lesões tardias, consiste num evento secundário. Assim, a vasculite livedóide é uma vasculopatia oclusiva decorrente de um processo trombótico de vasos dérmicos de pequeno e médio calibres. Lefebvre et al. definem a vasculopatia livedóide como doença trombótica que afeta vasos dérmicos superficiais e profundos, caracterizada fisiopatologicamente pela hialinização da parede vascular, proliferação endotelial, depósitos de fibrina e finalmente formação de trombos intraluminais.
A vasculopatia livedóide pode ser distúrbio primário focal ou secundário a um distúrbio de coagulação, como, por exemplo, deficiência da proteína C e síndrome antifosfolipídica.
Dessa forma, com base nos dados expostos, os autores propõem o uso da expressão vasculopatia livedóide e não mais vasculite livedóide. Uma alternativa aceitável seria a já também consagrada denominação atrofia branca de Milian. Entretanto, esses fatos não apenas implicam o anseio de estabelecer um termo mais adequado para essa afecção, como também ressaltam novas implicações investigativas e terapêuticas baseadas nos novos conceitos fisiopatológicos. 


CERATOSE ACTÍNICA - CERATOSE SOLAR

Ceratose actínica (ceratose solar)


As ceratoses actínicas são lesões que surgem nas áreas da pele continuamente expostas ao sol e é resultado do efeito acumulativo da RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA do sol sobre a pele durante toda a vida. As pessoas de pele clara e idade avançada são mais afetadas. A doença não é, entretanto, privilégio de idosos, aparecendo também em pessoas de meia idade que se expuseram de forma intensa e repetida ao sol.

As ceratoses solares estão incluídas entre as dermatoses pré-malignas pois podem, eventualmente,  transformar -se em um câncer da pele.

MANIFESTAÇÕES CLINICAS
As lesões aparecem principalmente na face, couro cabeludo (homens calvos) e dorso dos braços e das mãos. Podem ter vários aspectos: avermelhadas e descamativas, manchas de cor escura discretamente elevadas e rugosas ou lesões ásperas, bastante elevadas e endurecidas.

O número de lesões varia muito podendo ser desde lesão única até áreas de pele completamente recobertas por ceratoses. As escamas endurecidas que recobrem as ceratoses podem se soltar devido a traumatismos mas voltam a se formar.
Quando ocorre a transformação em câncer da pele, as ceratoses tornam-se mais elevadas, pode haver vermelhidão na sua base e sangram com facilidade a pequenos traumatismos.

TRATAMENTO
Devido ao fato de serem lesões pré-cancerosas as ceratoses actínicas devem ser tratadas. O tratamento é feito através da destruição das ceratoses.
Cauterização química, eletrocoagulação, criocirurgia com nitrogênio líquido, terapia fotodinâmica, 5-fluoracil e imiquimod são alguns dos tratamentos disponíveis, devendo ser indicado e/ou realizado por um médico especialista após a avaliação de cada paciente.




terça-feira, 27 de agosto de 2013

RANGER OS DENTES

Ranger os dentes : BRUXISMO
Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel



Bruxismo é uma desordem funcional que se caracteriza pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Essa pressão pode provocar desgaste e amolecimento dos dentes. Nos casos mais graves, podem ocorrer também problemas ósseos, na gengiva e na articulação da mandíbula (ATM).
Possivelmente, a disfunção está ligada a fatores genéticos, a situações de estresse, tensão, ansiedade, ou a problemas físicos de oclusão ou fechamento inadequado da boca, por exemplo.
Não se sabe exatamente por quê, o bruxismo acomete 15% das crianças e afeta indistintamente homens e mulheres. A incidência tende a diminuir com o passar dos anos. Quando o problema se manifesta durante o dia, recebe o nome especial de briquismo.

Sintomas
Além do desgaste e amolecimento dos dentes, dor de cabeça é o sintoma mais comum do bruxismo. Isso acontece porque a compressão exagerada dos dentes pode levar à isquemia dos vasos que entram no ápice da raiz e depois à necrose dos vasos, dos nervos e da polpa dentária.
Outros sintomas do bruxismo são dor e zumbido no ouvido, dor no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face por causa do esforço realizado pelos músculos da mastigação, estalos ao abrir e fechar a boca, alterações do sono. A intensidade e a frequência das crises podem variar de uma noite para outra.

Diagnóstico
Na maioria das vezes, a pessoa só sabe que é portadora de bruxismo, se alguém lhe contar o que presenciou enquanto ela dormia, ou quando procura assistência médica ou odontológica, porque os sintomas já se instalaram.Além da avaliação clínica, a polissonografia é um exame importante para identificar o grau do distúrbio e orientar o tratamento.
Tratamento
Não se conhece, ainda, um tratamento eficaz para curar o bruxismo. Medicamentos ansiolíticos são úteis para o controle dos quadros de estresse e ansiedade que podem estar associados, mas não são a causa do distúrbio que, aliás, não está suficientemente esclarecida.Os recursos mais indicados para o tratamento, porém, são as placas interoclusais flexíveis de silicone ou as placas rígidas de acrílico, moldadas segundo o formato da arcada dentária do paciente. Elas ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste e o abalo dos dentes.

Recomendações
* Consulte o dentista com regularidade;
* Evite apertar os dentes, quando estiver empenhado em uma tarefa ou situação mais complicada;
* Procure não mascar chicletes ou mordiscar sistematicamente objetos duros, como pontas de lápis e canetas, por exemplo;
* Faça exercícios. A prática regular de atividade física ajuda a controlar o estresse e as crises de ansiedade que podem favorecer o apertar dos dentes;
* Não se esqueça de colocar a placa interoclusal antes de dormir. Se o problema se manifestar também de dia, use-a sempre que possível.


DOR DE GARGANTA CONSTANTE

Tenho dor de Garganta Constante
Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel
                        



A dor de garganta, que é bastante comum para algumas pessoas, principalmente no frio, não é uma doença em si. Ela é apenas o sintoma de uma doença, que pode ser uma amigdalite, uma faringite ou até algo mais grave.
A amigdalite é a causa mais comum da dor de garganta. As amígdalas são órgãos que servem para defender o organismo. Elas são cheias de pequenos buracos, chamados criptas, que servem para reter bactérias, vírus e fungos.

Quando a pessoa fica com a imunidade baixa, os vírus e bactérias podem causar inflamações da própria amígdala. A doença causada pela bactéria é um pouco mais pesada que a que o vírus provoca. Como a doença é causada por um agente externo, o beijo na boca pode sim transmiti-la, saliva, falar perto de outra pessoa também são meios e transmissão. Algumas pessoas são mais propensas à amigdalite. Quando a doença é recorrente, as amígdalas sofrem uma alteração no formato, de tanto inchar e desinchar. Além dos poros, elas ficam com mais relevo, umas dobrinhas que facilitam o acúmulo de vírus e bactérias.

No passado, a retirada das amígdalas ( amigdalectomia ) era bastante comum. Hoje em dia, a operação ainda é feita, mas só quando a inflamação é muito recorrente – cinco vezes ao ano ou mais – e quando o inchaço é tão grande que dificulta a respiração.
O frio favorece o surgimento da inflamação porque diminui a imunidade do organismo. Por isso, quem já tem propensão deve evitar hábitos como ficar com o cabelo molhado e consumir bebidas muito geladas. Durante a crise, não se deve tomar nada nem muito quente, nem muito frio.
O problema é mais recorrente nas crianças, o que pode ser explicado por quatro fatores. A amígdala em crescimento é naturalmente mais exposta ao risco de inflamação. O sistema de defesa delas ainda não está completamente desenvolvido e não é tão forte quanto o dos adultos. Além disso, ambientes como berçários e festas infantis facilitam a transmissão de vírus e bactérias. Por fim, elas também correm maior risco de ter refluxo, que é um agravante.
Um gargarejo de água morna e sal costuma aliviar a amigdalite. O processo tira secreção acumulada e o excesso de água que fica nas amígdalas durante a inflamação. Pastilhas normalmente servem apenas como analgésico e não atacam a doença em si.

Outra inflamação comum na garganta, que pode ser confundida com a amigdalite, é a faringite. A faringe fica atrás do nariz e desce por trás da boca até o esôfago, que é por onde os alimentos passam. A faringite é a inflamação da faringe, e também pode ser causada por vírus e bactérias.

Mas a grande preocupação é em relação à dor de garganta é o câncer de laringe. Esse câncer é mais comum entre os homens e mata 90 mil pessoas por ano em todo o mundo.
O principal fator de risco para o surgimento desse câncer é o cigarro – ele é 14,3 vezes mais comum entre os fumantes. Outros fatores de risco são a bebida alcoólica, o refluxo e o HPV, um vírus sexualmente transmissível.
A possibilidade de cura fica acima de 90% quando o diagnóstico é feito precocemente. Por isso, é recomendado procurar um médico se uma rouquidão durar mais de uma semana e for seguida de dor de garganta, ardência, pigarros frequentes, dificuldade para respirar e para engolir.