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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Angioedema Hereditario
Angioedema labial
MEDICO ESPECIALISTA EM ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA CLINICA PARA ADULTOS E CRIANÇAS
A Clinica de Alergia e Imunopatologia Dr. Biel oferece uma ampla gama de serviços destinados à investigação e tratamento na Área de Alergologia e Imunologia Clinica para Adultos e crianças, aliando atendimentos especializados com padrão técnico e cientifico.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
MEU FILHO É DIFICIL DE ALIMENTAR
A seletividade exagerada é um dos disturbios da Alimentação mais frequentes e deve ser avaliada como todo o cuidado para que o pediatra possa impedir as consequencias adversas de um problema que pode cronificar e levar a sequelas antropometricas e clinicas.
A criança que seleciona o que comer, é classificada como SELETIVIDADE EXAGERADA. Essa situaçao clinico-nutricional também é caracterizada na literatura como um criança com AVERSÃO sensorial , PICKY EATER, criança que escolhe demais ou neofóbica.
São Crianças que costumam seguir um padrão familiar em que a extrema escolha dos alimentos é acompanhada de disturbios sensoriais, com reação exagerada ou sensação desagradavel a alimentos de determinadas consistencias, texturas, cores, sabores, além de reação a toques ou a pisar em superficies arenosas, granulosas, e outras.
A reação sensorial pode ser tátil, auditiva ou gustativa. Muitas vezes há discreto atraso no desenvolvimento orofacial e motor. O quadro de seletividade alimentar usualmente tem inicio as se introduzirem alimentos de transição ou com consistencia diferente da pastosa.
A criança tem dificuldades de mastigação, e tem preferencias por alimentos semelhantes, marcas, produtos e cores especificos.
Quase sempre são crianças que não comem alimentos novos a não ser após inumeras exposições repetidas, e quando forçadas ou quando se insiste demais em que ingiram alimentos não apreciados, podem engasgar, vomitar ou se isolar.
Esse comportamento faz com que se isolem, não frequentem casas de amigos ou parentes, ou ponham-se à parte no período do lanche escolar.
A seletividade é mutante e comem bem alimentos de que gostam, mas não experimentam, sendo que muitas vezes tem periodos de adoração a um alimento e repentinamente, sem qualquer explicação, rejeitam definitivamente o mesmo alimento, levando seus pais e cuidadores ao desespero.
Apesar de conseguirem manter o estado nutricional preservado por bastante tempo, suas preferencias podem levar a carencias especificas como deficiencia de ferro, zinco, calcio, vitaminas, especialmente se não ingerem carnes, frutas, verduras, legumes ou derivados lacteos. A curva ponderal pode apresentar decrescimo lento e gradual, acompanhado pela diminuição da velocidade do crescimento, como acontece no caso acima.
O comportamento durante as refeiçoes é bastante irregular, com rituais intensos de manipulação. Demoram muito para comer, jogam com os alimentos no prato, derrubam talheres e pratos, e usam inumeras desculpas para não comer.
Tipicamente quando alimentos especificos são colocados na boca , a aversão inicial é seguida de recusa sistematica e tendem a generalizar o comportamento para diferentes produtos. Usualmente , quando maiores, tendem a comer melhor na casa de parentes ou na escola.
No entanto, o diagnostico de seletividade exacerbada deve ser considerado quando há associação do habito alimentar inadequado, dos disturbios sensoriais e da alteração nutricional, acompanhada de extrema ansiedade ao serem expostos a alimentos de que não gostam.
O tratamento da criança seletiva deve ser dirigido a estabelecer um entendimento por parte de seus pais e cuidadores de que o problema é amplo, tem influencia familiar, e envolve varios orgãos do sentido .
A criança necessita de modelos, de limites e de pessoas experientes e dedicadas para desenvolver uma mudança de atitudes de toda a familia. A criança deve ser convencida, educada e nunca agredida, por mais sutil que seja a pressão.
O diagnostico deve ser feito precocemente evitando-se a deterioração do estado nutricional, o aparecimento de carencias especificas e o decrescimo da curva ponderal .
Do ponto de vista nutricional, o uso de alimentos preferenciais ou de maior aceitação deve ser EVITADO e os alimentos novos devem ser sempre ofertados para o restante da familia, mas não para a criança seletiva, visando estimular a curiosidade.
A criatividade na apresentação dos alimentos é essencial, visando captar a atenção da criança.
Tecnicas de educação nutricional devem ser adotadas a longo prazo e não somente uma orientação nutricional esporadica. A educação nutricional deve ser realizada por profissionais experientes e , às vezes , com intervenção de psicólogos familiares e fonoaudiologos.
Para manutenção do estado nutricional durante o periodo de educação nutricional , o uso de um suplemento nutricional adequado, com formula equilibrada e completa, que proporcione um "seguro alimentar ", deve ser considerado.
Em caso de diagnostico de deficiencias nutricionais especificas, pode ser necessaria a utilização de medicamentos com ferro e zinco.
Suplementos completos possuem quantidades adequadas desses nutrientes e tem resultados comprovados em estudos feitos com pré - escolares brasileiros e em estudos internacionais.
O tratamento precoce é mais facil, especialmente no periodo de introdução de novos alimentos , enquanto que os pré-escolares exigem maior exposição a novos alimentos , ate dezena de vezes.
É essencial que o pediatra e os profissionais da saude tenham conhecimento dos tipos de diagnosticos dos disturbios alimentares, reconhecendo a seletividade exacerbada. E deem prioridade à preservação e ou tratamento das deficiencias nutricionais gerais e especificas neste momento crucial do crescimento e desenvolvimento. Deve ser parte imprescindivel da consulta pediatrica a identificação dos problemas nutricionais , o que demanda tempo e paciencia, alem de tecnicas adequadas de educação.
Os pais devem evitar Promessas, privilegios, ameaças e recompensas se a criança se alimentar, porque distraem a criança do objetivo principal e tem resultados pouco adequados. O modelo familiar é fundamental e essas crianças tendem a repetir comportamentos e rituais dos adultos da casa.
As crianças tendem a experimentar um novo alimento se observam seus familiares comendo os mesmos. Atitudes neutras são mais favoraveis que o excesso de elogios ou castigos. No entanto, algumas crianças persistem com comportamentos seletivos exagerados por muitos anos, e muitas levam esses rituais até a vida adulta. Remover a pressão intensa sobre elas pode ser o papel de suplementos alimentares , enquanto o processo educacional é realizado.
Algumas dicas:
1 - Crianças comem melhor quando recebem alimentos conhecidos e favoritos.
2 - Aceitam melhor alimentos que a familia aceita bem.
3 - Evitar ansiedade da criança oferecendo sistematicamente alimentos que causem ojeriza.
4 - Evitar situação de estresse obrigando a criança a comer em casa de amigos ou parentes.
5 - Realizar dessensibilização gradual, evitando oferecer alimentos quando a criança engasga ou vomita.
6 - Se a criança rejeita ou cospe alimentos, oferecer pequenas quantidades em outros momentos, seguidas de bebidas ou alimentos que a criança aceita normalmente.
7 - Aumentar gradualmente a oferta de alimentos menos aceitos.
8 - Rodiziar alimentos em refeições e dias.
9 - Oferecer alimentos a familiares, mas não para a criança ( avisar que o alimento é da familia mas que, se ela quiser, a familia irá oferecer para que ela experimente ).
10 - Ficar neutro independentemente da criança aceitar ou não um novo alimento.
11 - Trabalhar com educação nutricional com apoio de profissionais da area de nutrição.
12 - Alimentos podem ser decorados , ter carater ludico, mas não devem ser mascarados ou escondidos das crianças.
Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel
Alergista e Imunologista
Araçatuba , 23 de maio de 2012.
MEDICO ESPECIALISTA EM ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA CLINICA PARA ADULTOS E CRIANÇAS
A Clinica de Alergia e Imunopatologia Dr. Biel oferece uma ampla gama de serviços destinados à investigação e tratamento na Área de Alergologia e Imunologia Clinica para Adultos e crianças, aliando atendimentos especializados com padrão técnico e cientifico.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
VOCE TEM ALERGIA A CHOCOLATES? A CACAU? ALFARROBA É O SUBSTITUTO!!! GRAÇAS A DEUS!!!
Alfarroba é uma planta da família das leguminosas, cujas sementes são utilizadas para preparar um pó que substitui o cacau em muitas receitas. A goma é usada como espessante em iogurtes e outros alimentos industrializados.
Tem um sabor delicioso, adocicado, de chocolate amargo, que substitui o cacau. Na Europa, principalmente na Espanha, a alfarroba já é acrescentada a vários doces.É uma vagem comestível, de cor escura (entre o castanho e negro), que pode ter entre 10 e 25 cm de comprimento e demora um ano a amadurecer. Lá dentro encontram-se 10 a 16 sementinhas de cor parda, os quilates, que eram utilizadas pelos mercadores da Antiguidade, devido ao seu pouco peso e uniformidade, para avaliar o peso das jóias – daqui as palavras «Karat» e «Kilat».
É anti-diarréica, estimulante, laxativa, mineralizante, nutritiva e abre o apetite. Tem sido usada contra a gastroenterite das lactantes, falta de apetite, anemia, convalescença, para tratar desordens do foro intestinal (diarreias e obstipação, dependendo do modo como for preparada) e para regular a digestão.
Não foram encontradas quaisquer contra-indicações, mas deve, contudo, ser consumida em doses moderadas, uma vez que contém grandes quantidades de taninos que, tal como o café e o cacau, inibem a absorção de proteínas pelo organismo.
Os frutos são nutritivos, devido ao seu alto teor de açúcar, adocicados e ligeiramente laxantes. As sementes podem ser trituradas e usadas em substituição do chocolate praticamente em todas as receitas. O pó das sementes contém pectina, boa para regular a digestão.
Os frutos devem ser conservados em sacos plásticos ou de papel, bem fechados. As sementes em sacos de papel ou pano, bem fechados.
Composição química da alfarroba:
Proteína bruta – 4,7%
Proteína digestível – 1,6%
Fibra bruta – 9,2%
Cinzas – 3,5%
Cálcio – 0,38%
Fósforo – 0,09%
Gordura – 0,6%
Açucares totais – 43,85%
(glicose, sacarose e frutose)
Fonte:
http://atelier.hannover2000.mct.pt/~pr558/alfabar.html
http://www.centrovegetariano.org/Article-181-Alfarroba%2B-%2Bcacau%2Bfingido.html
DR. ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA BIEL
PEDIATRA, IMUNOLOGISTA E ALERGISTA
Tem um sabor delicioso, adocicado, de chocolate amargo, que substitui o cacau. Na Europa, principalmente na Espanha, a alfarroba já é acrescentada a vários doces.É uma vagem comestível, de cor escura (entre o castanho e negro), que pode ter entre 10 e 25 cm de comprimento e demora um ano a amadurecer. Lá dentro encontram-se 10 a 16 sementinhas de cor parda, os quilates, que eram utilizadas pelos mercadores da Antiguidade, devido ao seu pouco peso e uniformidade, para avaliar o peso das jóias – daqui as palavras «Karat» e «Kilat».
É anti-diarréica, estimulante, laxativa, mineralizante, nutritiva e abre o apetite. Tem sido usada contra a gastroenterite das lactantes, falta de apetite, anemia, convalescença, para tratar desordens do foro intestinal (diarreias e obstipação, dependendo do modo como for preparada) e para regular a digestão.
Não foram encontradas quaisquer contra-indicações, mas deve, contudo, ser consumida em doses moderadas, uma vez que contém grandes quantidades de taninos que, tal como o café e o cacau, inibem a absorção de proteínas pelo organismo.
Os frutos são nutritivos, devido ao seu alto teor de açúcar, adocicados e ligeiramente laxantes. As sementes podem ser trituradas e usadas em substituição do chocolate praticamente em todas as receitas. O pó das sementes contém pectina, boa para regular a digestão.
Os frutos devem ser conservados em sacos plásticos ou de papel, bem fechados. As sementes em sacos de papel ou pano, bem fechados.
Composição química da alfarroba:
Proteína bruta – 4,7%
Proteína digestível – 1,6%
Fibra bruta – 9,2%
Cinzas – 3,5%
Cálcio – 0,38%
Fósforo – 0,09%
Gordura – 0,6%
Açucares totais – 43,85%
(glicose, sacarose e frutose)
Fonte:
http://atelier.hannover2000.mct.pt/~pr558/alfabar.html
http://www.centrovegetariano.org/Article-181-Alfarroba%2B-%2Bcacau%2Bfingido.html
DR. ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA BIEL
PEDIATRA, IMUNOLOGISTA E ALERGISTA
MEDICO ESPECIALISTA EM ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA CLINICA PARA ADULTOS E CRIANÇAS
A Clinica de Alergia e Imunopatologia Dr. Biel oferece uma ampla gama de serviços destinados à investigação e tratamento na Área de Alergologia e Imunologia Clinica para Adultos e crianças, aliando atendimentos especializados com padrão técnico e cientifico.
domingo, 24 de julho de 2011
CHOQUE ANAFILATICO : COMO IDENTIFICAR?
Anafilaxia
A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula)
e pelo menos um dos seguintes
a) comprometimento respiratório (ex: dispnéia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório, hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispnéia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sangüínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
Redução da pressão sangüínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70
mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.
DR. ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA BIEL
PEDIATRA, ALERGISTA E IMUNOLOGISTA
CRM: 98674 - SP
A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula)
e pelo menos um dos seguintes
a) comprometimento respiratório (ex: dispnéia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório, hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispnéia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sangüínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
Redução da pressão sangüínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70
mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.
DR. ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA BIEL
PEDIATRA, ALERGISTA E IMUNOLOGISTA
CRM: 98674 - SP
MEDICO ESPECIALISTA EM ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA CLINICA PARA ADULTOS E CRIANÇAS
A Clinica de Alergia e Imunopatologia Dr. Biel oferece uma ampla gama de serviços destinados à investigação e tratamento na Área de Alergologia e Imunologia Clinica para Adultos e crianças, aliando atendimentos especializados com padrão técnico e cientifico.
MEU FILHO TEM O INTESTINO PRESO, E AGORA DOUTOR?
A constipação intestinal crônica é um dos motivos mais frequentes de consulta no consultório de pediatria e de gastroenterologia pediatrica.
Responde por 25% das consultas de gastroenterologia e por 2 % das pediatricas. Estima-se que 30 % da população tenha constipação.
O QUE É RITMO NORMAL DE EVACUAÇÕES?
Em geral uma vez ao dia ( pode ser duas vezes ao dia ou tres vezes por semana) - consistencia pastosa.
A constipação não é uma doença, e sim um sintoma de várias enfermidades.
CONCEITO DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
- Frequencia reduzida das evacuações ( menos que tres vezes por semana );
- Aumento de consistencia das fezes: duras, cíbalos, seixos ou cilindricas com rachaduras, fezes muito calibrosas ( que entopem ou quase entopem os vasos sanitários);
- desconforto ao evacuar ( disquesia);
- presença de escape fecal;
- pode ser aguda ou cronica.
A CONSTIPAÇÃO PODE SER AGUDA OU CRÔNICA
CONSTIPAÇÃO CRÔNICA:
Duração de mais de 15 dias:
- funcional ( grande maioria)
- orgânica ( intestinal, extra - intestinal)
- psicossocial ( age nos dois casos)
CONSTIPAÇÃO ORGÂNICA:
Anomalias anorretal e de colon:
- estenose anal;
- má-formação anorretal;
- má-formação do sistema nervoso ( SN) entérico:
a) aganglionose ( doença de Hirschprung);
b) hiperganglionose ( displasia neuronal intestinal);
c) hipoganglionose cólica;
d) acalasia do esfincter interno;
e) imaturidade do SN entérico;
f) hipoperistaltismo cólico;
g) degeneração do SN entérico;
h) lesão primária da fibra muscular lisa ( miopatia visceral familiar).
metabólica
- hipotireoidismo
- diabetes mellitus e insipido
- fibrose cistica
- doença celiaca
Neurológica
- encefalopatia crônica
- anormalidade da medula espinhal ( mielomeningocele)
- lipoma de cauda equina
- espinha bifida
CONSTIPAÇÃO OCULTA
Crianças que evacuam mais que tres vezes por semana em quantidade muito pequena ( geralmente com dor abdominal recorrente) e apresentam sintomas associados:
- colicas
- força ou dor para evacuar ( disquesia)
- fezes ressecadas
Os sintomas anteriores não são geralmente reconhecidos pelos pais como decorrência da constipação.
FISIOPATOLOGIA:
Continência fecal depende do:
a) esfíncter anal externo ( EEA);
b) musculo puborretal;
c) esfíncter anal interno ( EIA) e do reto.
Após as refeições , contrações colônicas de grande amplitude se propagam a partir do sigmóide empurrando a massa fecal para o interior do reto --> Dilatação Retal --> Reflexo Evacuatório --> Receptores sensíveis ao estiramento determinam o relaxamento do EIA --> Percepção de gazes ou fezes;
- O individuo adulto pode optar pela contração voluntaria do esfincter externo ( aguardando local socialmente apropriado para defecar ).
- crianças que ainda não adquiriram o treinamento esfincteriano, a evacuação ocorrerá logo após a chegada do bolo fecal no reto e dilatação do esfincter anal interno.
CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL: CRITERIOS DIAGNOSTICOS:
Pelo menos 2 semanas de:
- cibalos, fezes endurecidas;
- evacuação duas ou menos vezes por semana;
- não há evidencia de doença metabólica ( hipotireoidismo), estrutural ( anomalia anorretal) ou neurológica ( anomalia de medula espinhal).
ESCAPE FECAL ( SOILING):
Geralmente crianças maiores - acima de 4 anos.
Eliminação de pequena quantidade de fezes, involuntárias, frequentemente associada a impactação fecal ( geralmente relacionada à massa abdominal fecal = fecaloma).
ENCOPRESE:
Ato completo de evacuar : passagem voluntária ou involuntária de fezes para a roupa em locais diferentes do usual ( após a criança ter adquirido controle do esfincter anal). Não é necessario que haja constipação - geralmente psicogenica.
MANIFESTAÇÕES CLINICAS:
Na anamnese é fundamental pesquisar os seguintes dados clinicos:
- historia familiar;
- intensidade do inicio do escape fecal;
- uso de drogas;
- descrição do ato de evacuar;
- intensidade dos sintomas;
- medidas usadas para evacuar;
- estado geral;
- aspecto das fezes;
- habito alimentar;
- dinamica familiar;
- tipo de alimentação;
- tratamento realizado até agora;
- tipo de fezes.
Pseudoconstipação em lactentes ( idade inferior a 6 meses ) - até cinco ou seis dias sem evacuar, mas quando evacua é normal ( liquida, macia, sem dor ou dificuldade). Não requer tratamento.
EXAME FISICO:
- estado geral;
- grau de nutrição;
- distensão abdominal;
- possível doença metabolica;
- ausencia de reflexo do EA;
- incontinencia urinaria;
- aumento ou diminuição do reflexo aquileu;
- região lombossacra ( nevo, seio, assimetria de nadega, má-formação de vértebra);
- toque retal.
DIAGNOSTICO:
Antes do diagnóstico definitivo de constipação cronica funcional, é necessario afastar causas organicas intestinais ou extra-intestinais, tais como megacolon congenito, malformação anorretal, doença de Chagas, pseudo-obstrução intestinal, tumores, hipotireoidismo, causas metabólicas e neurológicas, etc.
A radiografia simples de abdome pode auxiliar na avaliação de retenção fecal.
ATENÇÃO PARA: hipodesenvolvimento pondero estatural, evidencias de desnutrição, distensão abdominal importante, reto vazio ao toque retal, estenose anal, alterações neurológicas e motoras.
A constipação orgânica em geral apresenta sintomas mais precocemente.
TRATAMENTO GERAL DAS CONSTIPAÇÕES INTESTINAIS CRÔNICAS:
Orientação Geral e Educação
- tentar manter boas relações com a criança e a familia;
- procurar reduzir tensões familiares;
- buscar diminuir o sentimento de insegurança do paciente, melhorando sua auto-estima;
- orientar para a prática de exercicios fisicos;
- avaliar postura na evacuação;
- orientar os demais aspectos psicológicos.
Esvaziamento do Fecaloma:
- iniciar no local de atendimento ( prepardo psicologico do paciente);
- seguir com enemas diários por mais dois a quatro dias ( até obter evacuações amolecidas diarias);
- usar laxantes por duas a seis semanas.
Enemas:
- soluções fosfatadas ( para crianças acima de 2 anos de idade). Só em ambulatorio - pode ocorrer disturbio hidroeletrolitico;
- enema de sorbitol ( nos lactentes);
- solução glicerinada ( em crianças maiores) - clister glicerinado a 12% ; 10ml/kg, no maximo 100 ou 150 ml.
Manutenção:
Laxantes:
- oleo mineral ( maiores de 2 anos e crianças sem problemas neurologicos) 1,5 ml /kg em duas vezes, longe das refeições;
- hidroxido de magnésio 1 a 2 ml/kg/dia da solução de 400 mg/5ml em uma a duas tomadas;
- lactulose em doses crescentes ( evitar em crianças com menos de 6 meses).
Fibra ( quantidade = idade em anos+ 5 g/dia: maximo 25g/dia)
- milho;
- pipoca;
- pão integral;
- frutas in natura e secas ( coco, caju, ameixa-preta, uva passa e tâmara);
- leguminosas ( feijão, ervilha, grão-de-bico e lentilha);
- hortaliças;
- verduras;
- farelo ( aveia e trigo) - utilizado no preparo de massas, pães, bolos, etc.
Se hovuer alergia a leite de vaca : tratamento= leite de soja.
Recondicionamento do hábito intestinal:
- sentar no vaso por cinco minutos após as principais refeições ( para aproveitar o reflexo gastrocólico);
- apoiar o pé ( prensa abdominal');
- biofeedback.
CONSTIPAÇÃO INTRATAVEL:
É aquela que não melhora com as medidas habituais - cirurgia de MALONE ( apendicostomia cutânea) : melhor para causa orgânica, sem tratamento específico, do que para funcionais. Na cirurgia de MALONE se esvaziam o colo e o reto por um enema anterógrado.
DR. ANTONIO CARLOS DE O. BIEL
PEDIATRA, ALERGISTA E IMUNOLOGISTA
CRM: 98674 - SP
MEDICO ESPECIALISTA EM ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA CLINICA PARA ADULTOS E CRIANÇAS
A Clinica de Alergia e Imunopatologia Dr. Biel oferece uma ampla gama de serviços destinados à investigação e tratamento na Área de Alergologia e Imunologia Clinica para Adultos e crianças, aliando atendimentos especializados com padrão técnico e cientifico.
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